quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social XXII

As Despesas da Misericórdia da Covilhã em 1597-98

    Já publicámos as Receitas do ano de 1597-98 e vamos hoje apresentar as Despesas do mesmo ano, que Luiz Fernando Carvalho Dias copiou do Livro de Receitas e Despesas no Arquivo da Misericórdia da Covilhã e que nos permitem constatar como se desenrolava a actividade da Misericórdia e como a Mesa cumpria as suas obrigações. Antes voltamos a expor um documento de prestação de contas do tesoureiro da Santa Casa da Misericórdia – Manuel Duarte – no ano de 1597-98.

Conta que se tomou a Manuel Duarte, tesoureiro que foi desta Santa Casa do ano que acabou pelo dia de S. Isabel do ano de 1598.

Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil quinhentos e noventa e oito anos aos oito dias do mês de Julho do dito ano, nesta vila de Covilhã e na Casa da Misericórdia e à missa do Cabido foi e foram juntos o procurador e irmãos da dita casa que serviram na mesma como é costume por campa tangida assim foi mandado vir a Manuel Duarte tesoureiro que foi este ano passado por ter acabado seu ano e aí lhe ser tomada conta por este livro de sua receita e despesa que ora que serviu neste dito ano e por ela constou ter recebido o dito tesoureiro no seu ano cento e cinquenta e dois mil setecentos e sessenta e dois réis e assim constou pelas adições do dito livro e logo pelas adições de sua despesa se achou ter dispendido no dito ano, cento e quarenta e nove mil trezentos e dois rs. Que ficava devendo, sete mil quatrocentos sessenta réis e logo na dita missa deu pagamento ao que devia penhores de ouro e prata que somaram pelo em que foram feitos seis mil e seiscentos reis que juntos à despesa somou cento e cinquenta e cinco mil novecentos dois rs. que ficaram líquidos dever-lhes Manuel Duarte para satisfazer a cópia toda oitocentos e trinta reis que logo assim entregou dinheiro de contado e satisfez tudo o que se obriga pagar deva a nós …. que recibro e foy tesoureiro e pediu quitação e se lhe mandou dar no termo antigo e o deram por quite e livre deste dia para todo o sempre a ele e a seus filhos para tempo algum lhe jamais se demandar por pessoa desta casa e ser ouvida esta quitação por boa, fita e acabada e mandaram fazer esta auto e quitação que assinaram ao dito Manuel Duarte e declarou que as adições da receita deste livro são copinta e as da despesa trinta e oito e estas todas foram somadas e por estas se fizeram as contas e se entregaram os penhores a Lourenço Pires, tesoureiro deste presente ano com os oitocentos e oitenta que lhe hão-de ser assinados em seu livro e disse o dito Manuel Duarte que todo o penhor que não valesse o que está posto como consta por um item que cada um deles e nós compuseram e todo o tempo o satisfazer ao tesoureiro ou à Casa, Belchior da Costa
Que depois deste auto feito …. Na Receita atrás sobre o tesoureiro Manuel Duarte seiscentos e cinquenta reis de três adições dos prazos que ficam assinadas e em despesa somente delas ficou mais a dever duzentos e cinquenta reis com o mais e não fica dívida … fora da soma que foi feita antes ….. e toda a mais conta fica em seu vigor e para aqui ouve-a por acabada e assinará com o provedor Belchior da Costa ……………………………. 

a) Manuel Duarte                a) Lº Pachequo              a) Lçº Piz 

a) Belchior da Costa           a) Migel da Nave    

a) Antº da Costa                  a) Ambrosio Ravasquo

Nossa Senhora da Misericórdia, Sesimbra


Titello da despesa da casa da Misericordia do anno de 1597 e acabará por outro tal dia de 98 

- Deu o tesoureiro aos mordomos das esmolas – 2.000 rs
- A beatris Lopes duma criança que tem desta Casa do mês de Julho – 200 rs
- Aos mordomos em Julho – 800 rs
- Por conta da criação do menino da Erada – 200 rs
- Deste livro – 120 rs
- À hospitaleira de centeio da sua porção do mês de Julho – 330 rs

 3.650 rs

- a um pobre por mandado do provedor – 20 rs
- a Beatriz Lopes da criação dum menino – 200 rs
- a 25 de Julho à lavadeira – 240 rs
- para a carta de excomunhão sobre a madeira da casa de S. Silvestre e túnicas – 130 rs
- a 16/8 das esmolas – 1.200 rs
- a Beatriz Lopes fica pago o mês 7 e 8 – 200 rs
- para duas apelações q foram pª o Porto – 2.600 rs

 4.590 rs

- a Domingas Gomes à conta da criação de um menino do mês de Julho – 220 rs
- a Ana Gonçalves da criação de um menino, mês 7 – 200 rs
- aos mordomos de Julho – 1.136 rs
- aos mordomos de Agosto – 447 rs
- aos mordomos de Julho das bacias – 440 rs
- às mulheres que limpam o linho – 109 rs
- trigo para o mês de Julho – 1.960 rs

 4.808 rs

- 3/2 de trigo que se deram à espritaleira – 340 rs
- a dois pobres – 22 rs
- dois alqueires de centeio aos mordomos do mês de Julho – 460 rs
- aos mordomos a 20 de Agosto pª trigo – 800 rs
- mais 24 de Agosto aos mesmos – 400 rs
- aos mesmos – 1.515 rs
- aos mesmos em Agosto – 540 rs
- aos mesmos em Setembro – 690 rs

4.821 rs

- ao solicitador – 700 rs
- ao padre Cristóvão da Costa, por conta do seu salário que recebeu o P.e Manuel Barbas, por ter dito três missas por ele – 150 rs
- a Beatriz Lopes, da criação dum menino em Setembro – 200 rs
- a Domingas Gomes que criou uma criança – 400 rs
- ao caminheiro Manuel Pinto – 763 rs
- ao P.e Cristóvão da Costa – 1.200 rs
- aos mordomos de Setembro – 1.700 rs

 4.819 rs

- à lavadeira da Casa (Setembro)- 300 rs
- a Beatriz Lopes (Setembro) – 200 rs
- a António Delgado, do mês que serviu de mordomo das esmolas, que se devia do dito mês – 1.000 rs
- a um homem – 100 rs
- quatro cargas de carvão – 400 rs
- aos mordomos de Setembro – 400 rs

 2.400 rs

- em 28 de Setembro a Domingas Gomes da criança cria – 700 rs
- à lavadeira (28 de Setembro) – 200 rs
- ao solicitador (Julho) – 40 rs
- à mulher de Domingos Gomes que cria a criança da Erada (Setembro) – 600 rs
- alqueire de grãos – 260 rs
- deu mais o tesoureiro das sentenças das prezas que foram para a Guarda e para uma sentença que trouxe um homem de aldea do Alcaide

1.500 rs

- do pasto de que fica devendo 53 reis que o juiz tomou a sua conta arrecadar – 279 rs
- para 4 côvados e meio de pormilha para o ano de 96 e mil e cem reis com os quais fica paga do que se lhe devia do dito ano de 96, porquanto camisas, beatilhas e sapatas levou o preço delas em linho – 1.100 rs
- aos mordomos de Setembro – 1.500 rs
- por oito odres – 1.500 rs
- para as solas dos sapatos do moço – 65 rs

4.400 rs

- (Outubro) a Beatriz Lopes – 200 rs
- para as culpas do Judas – 70 rs
- aos mordomos das esmolas – 380 rs
- ainda para a sentença de Miguel Frz – 200 rs
- aos mordomos (Outubro) – 1.410 rs
- (Outubro) a Beatriz Lopes – 200 rs

 2.460 rs

- (Outubro) a Domingas Gomes – 400 rs
- a António Mendes, solicitador (Novembro) – 240 rs
- ao P.e q disse a missa da obrigação de Cipriano da Costa – 50 rs
- a um pobre – 20 rs
- ao solicitador António Mendes – 130 rs

 860 rs

- três arráteis de cera e feitio dela – 469 rs
- à lavadeira para acabar de pagar o ano de 97 – 160 rs
- pª a criança da Erada, q está no Sabugal – 400 rs
- a António de Proença, meirinho, pª uma apelação do Teixoso – 500 rs
- pª o vestido de Manuel e feitio – 760 rs
- a um pobre – 20 rs
- para gunguo – 200 rs
- aos mordomos das esmolas (Novembro) – 1.600 rs

 4.109 rs

    - a António de Proença, meirinho pª três apelações em q entra o Pipareiro que a Casa  não              tem ajeitado – 1.500 rs
- a Dªs Gomes – 400 rs
- à espritaleiro pª feitio do vestido – 100 rs
- aos mordomos (Dezembro) – 1.000 rs
- pª uma mão de papel – 30 rs
- pª o testelhar da casa e dez para uma esmola – 160 rs
- pª quatro alqueires de trigo – 1.200 rs

 4.390 rs

- aos mordomos (Dezembro) – 800 rs
- à mulher q vive no Sabugal e cria a criança da Erada (Novº e Dezº) – 800 rs
- à mulher que cria a criança do sarapalhão (domingas Gomes) – 400 rs
- a Felipe Vaz do mês q foi mordomo – 400 rs
- aos mordomos de Dezembro – 1.490 rs
- ao P.e Cristóvão da Costa, capelão – 800 rs
- aos mordomos de Janeiro – 300 rs

5.290 rs


- aos mordomos de Dezembro – 408 rs
- pela criança da Erada – 200 rs
- por oito alqueires de trigo – 2.560 rs
- aos mordomos (Janeiro) – 600 rs
- à mulher que cria a menina de S. Silvestre – 200 rs
- pª um fogareiro – 30 rs
- a Tomás Luiz q livrou o precatório do prezo da Erada q foi comparecer o correiador – 20 rs

     4.018 rs


- pela criança da Erada – 200 rs
- ao solicitador Bastião Roiz – 500 rs
- pela criança da Erada – 200 rs
- aos mordomos (Fevereiro) – 100 rs
- a Bastião Roiz o próprio do mês de Fevereiro – 400 rs
- aos mordomos (Janeiro) – 350 rs
- pela criança da Erada – 200 rs

 2.550 rs


- pela criança do Sarapalhão – 200 rs
- a Álvaro Pires, mordomo (Janeiro) – 180 rs
- a Frco Luiz e Álvaro Vaz, (Dezembro) – 2.700 rs
- aos mordomos de Fevereiro – 300 rs
- a um pobre – 20 rs
- a Bastião Roiz, solicitador – 400 rs
- por um mandado para citarem um homem do Tortozendo por telha que ficou devendo a esta Casa – 17 rs

 4.417 rs

- ao solicitador Bastião Roiz – 400 rs
- onze arráteis de cera à razão de sete vintens cada um – 1.500 rs
- pela criança do Sarapalhão (Fevereiro) – 200 rs
- à lavadeira – 100 rs
- um arrátel e meio de cera que veio do Castelejo – 400 rs
- para vinte e um arrátel de cera – 1.180 rs

4.780 rs

- aos mordomos (Fevereiro) – 3.500 rs
- pela criança da Erada (Fevereiro) – 200 rs
- pela criança do Sarapalhão – 200 rs
- pela criança da Erada  – 200 rs
- ao P.e Cristóvão da Costa à conta do seu salário – 1.000 rs

 5.000 rs

- pela criança da Erada (Março) – 200 rs
- ao P.e Cristóvão da Costa por uma missão de defunto – 50 rs
- do concerto dos candeeiros – 20 rs
- pª tecimento das teias da Casa até se ver o q mais se deve – 2.000 rs
- a Antónia Gil por um pouco de fiado que curou – 90 rs

2.200 rs

- aos mordomos (Março) – 1.800 rs
- pª os sapatos de Manuel – 110 rs
- pª os mordomos (Março) – 800 rs
- pª a criança da Erada  (Março) – 100 rs
- do q gastou na armação dos pregos nas Endoenças – 118 rs
- à lavadeira – 200 rs

 3.128 rs

- aos mordomos (Abril) – 2.000 rs
- de missas ao P.e Cristóvão da Costa – 100 rs
- idem – 100 rs
- deu a um mouro q se fez cristão a 7 de Abril – 80 rs
- a uma mulher que cura o fiado no Teixoso – 100 rs

2.380 rs


- à mulher que a criança da Erada – 100 rs
- quatro arráteis de cera – 480 rs
- a Gaspar Álvares, boticário, à conta do que se lhe devia o ano passado – 900 rs
- ao hospitaleiro – 400 rs
- a um homem ferreiro que cria a criança da Erada – 100 rs

 1.980 rs


- ao P.e Cristóvão da Costa – 300 rs
- aos mordomos de Abril – 1.620 rs
- à lavadeira por conta do seu salário – 200 rs
- pela criança da Erada, resto de Abril – 200 rs
- à hospitaleira – 200 rs
- idem – 200 rs

 2.120 rs


- aos mordomos de Maio – 1.000 rs
- idem Abril – 1.100 rs
- pela criança da Erada – 200 rs
- oito alqueires e meio de centeio – 3.400 rs
- aos mordomos de Maio – 1.600 rs
- idem – 1.000 rs

 8.260 rs


- a L.ço Pires, mordomo de Maio – 2.000 rs
- a Manuel Sola a 15/5 – 100 rs
- 3/2 de centeio à hospitaleira – 615 rs
- aos mordomos de Maio – 2.000 rs
- idem – 3.000 rs
 7.719 rs


- aos ditos mordomos – 1.000 rs
- à hospitaleira para 3/2 de centeio – 570 rs
- aos mordomos de Maio – 3.600 rs
- pela criança da Erada – 200 rs
- ao Couto que foi prender o procurador de Caria – 100 rs

 5.470 rs


- cinco alqueires de trigo – 1.200 rs
- aos mordomos de Maio – 1.200 rs
- idem – 1.100 rs
- 3/2 de centeio à hospitaleira – 550 rs
- aos mordomos sobreditos – 1.500 rs
- idem – 1.200 rs

 8.150 rs


- idem – 2.000 rs
- idem de Junho – 2.000 rs
- idem – 491 rs
- idem – 3.000 rs
- pela criança da Erada – 100 rs
- aos mordomos de Junho – 3.600 rs

 11.195 rs


- a quem curou e dobou o fiado do Teixoso – 240 rs
- aos mordomos de Junho – 1.000 rs
- para cera – 1.700 rs
- aos ditos mordomos – 1.100 rs
- pela criança da Erada – 100 rs
- gastou mais no jantar que foi dar aos vereadores a Caria – 920 rs

 6.040 rs


- aos mordomos de Novembro – 2.700 rs
- aos mordomos de Junho – 2.000 rs
- idem – 1.200 rs
- a Gaspar Álvares, boticário à conta das suas mézinhas – 2.500 rs

 8.400 rs


- pela criança da Erada – 100 rs
- para sangrias – 100 rs
- para centeio – 960 rs
- ao P.e Cristóvão da Costa para fim de ordenado – 550 rs

                                                                                                                                             1.710 rs

- aos mordomos de Julho  - 1.000 rs
- à hospitaleira para 3/2 de centeio  – 360 rs
- a roque Manuel q se lhe ficaram do mês q serviu de mordomo – 300 rs
- aos mordomos de Julho – 1.000 rs
      - aos ditos – 5.900 rs

                                                                                                                                             8.160 rs

-aos mordomos de Julho – 1.900 rs
-para a criança da Erada – 100 rs
-à lavadeira para se pagar tudo o que se lhe devia até ao dia de S. Isabel – 170 rs
- ao P.e Pº Vaz por cinco missas – 240 rs
- ao P.e Cristóvão da Costa por três missas – 300 rs

 2.210 rs


- a António Seabra de papéis e deligências que se lhe deviam – 200 rs
- deve mais o dito tesoureiro a Frco Frz ferrador ? de S. Frco duzentos reis que pagou  de arrendamento duma casa que uma mulher devia à Casa, digo ….. – 200 rs
- entregou – 500 rs
As Publicações do blogue:
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/09/covilha-as-publicacoes.html

Publicações anteriores sobre a Misericórdia:
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/09/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/07/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/06/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
 http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/05/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/04/covilha-misericordia-uma-instituicao-de_20.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/04/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/03/covilha-misericordia-um-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/03/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/02/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2012/01/covilha-misericordia-um-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/12/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/12/covilha-misericordia-uma-institiucao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/11/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/10/covilha-misericordia-uma-instituicao-de_31.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/10/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/09/covilha-misericordia-uma-instituicao-de_21.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/09/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/08/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/07/covilha-misericordia-uma-instituicao-de_30.html
 http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/07/covilha-misericordia-uma-instituicao-de_21.html
http://covilhasubsidiosparasuahistoria.blogspot.pt/2011/07/covilha-misericordia-uma-instituicao-de.html 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Covilhã - Para a História da Guarda VI


    No episódio III, IV e V apresentámos cartas de aforamento na Judiaria da Guarda das épocas de D. Dinis e de D. Duarte e outras cartas de D. Afonso V, para hoje nos debruçarmos sobre as de D. João II, D. Manuel e ainda D. João III que encontrámos no espólio de Luiz Fernando Carvalho Dias. Como curiosidade apresentamos, do tempo de D. Manuel, uma carta de aforamento e confirmação ao judeu samuel arrary que como cristão-novo passou a lionel anrriquez. D. João III confirma outra carta de D. Manuel em que o rei a pedido dos cristãos-novos da cidade lhes concede que quando “ffizerem as ditas Imlyções pera os ditos offiçios do conçelho da dita çidade elles possam entrar”. Os filhos já não gozarão deste privilégio porque “o ey asi por bem por quanto sam ja avidos por christãos velhos”.

Judiaria: O 1º andar desta casa pertenceria, talvez, ao Barbadão (1)
  
Afforamento de huu chão na judaria da çidade da garda que parte com ho açougue della a mosse coffem

Dom Joham ect.
A quamtos esta nossa carta virem ffazemos saber que por parte de mosse coffem judeu morador na çidade da Guarda nos ffoy apressemtada huua carta dafforamento da quall ho theor de verbo a verbo hé este.
Saibam quamtos este estormento dafforamento virem como no anno do naçimento de nosso Senhor Jhuu Xpo de mil e iiijc lxxx e noue annos na çidade da guarda estamdo hy ffernam velho comtador del Rey nosso Senhor na comarca e almoxariffado da dita çidade perante elle pareçeo mosse coffem judeu morador em a dita çidade e disse que elle tinha ja per elle emprazado huu chaão que esta na dita judaria que parte com ho açougue della por dez Reaees em cada huu anno de fforo e o paguaua ao almoxariffe segumdo era obriguado e que ora elle queria outro chaão que estaua jumto com o outro do foro e pedia ao dito comtador que lho mandasse emprazar o quall mosse coffem disse que daua por foro deste que lhe ora nouamente emprazaua tres quartos de Real que ssam xb Reaees alem dos outros de que por o outro dava e o dicto comtador o Reçebeo ao dicto fforo e o mandou poer em preguam per as praças e Ruas e luguares acustumados ......................................  o dito chaão que parte do dito açougue com o dito outro sseu chaão e da parte do muro parte com as cassas de mosse touy e da parte contra a ysnoga com azinhagãa da porta do dito mosse touy vay direito a outra parte ao pee da escada da pedra da cassa da molher que ffoy de dauy nauarro e da outra com cassa de Rabioce e fazendo sse em cassas os ditos chaãos que fiquem Ruas da huua parte e da outra o quall // afforamento lhe o dito comtador emprazou em ffatiota e lho ouue por dado e afforado .................................................................. ffoy ffeito em a dita çidade ao primeiro dia do mes de dezembro da dita era .......................................................
..................................................................
dada em a nossa çidade deuora a xxiiij dias de janeiro El Rey ho mandou pello comde dabramtes ect veedor de sua ffazemda anno do naçimento de nosso Senhor Jhu Xpo de mill e iiijc LR annos, nom dezia o nome do escpriuam e por ysto se nam pos nesta. (2) 

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 Afforamento de huu chaão na judaria da çidade da guarda ao boeyro do paço do guado a iacob herges


Dom Joham ect.
A quamtos esta nossa carta virem ffazemos saber que por parte de jacob herges judeu morador em a nossa çidade da Guarda nos ffoy apressemtado huu estormento dafforamento do quall ho theor de verbo a verbo hé o que adiante ssegue.
Saybam quamtos este estormento demprazamento e afforamento virem como no anno do naçimento de nosso Senhor Jhuu Xpo de mill e iiijc LR annos na çidade da guarda estamdo hy ffernam velho comtador del Rey nosso Senhor em a dita çidade peramte elle pareçeo Jacob herges judeu morador em ella e disse que elle comtador lhe ffora afforar huu chaão que o dito Senhor há na Judaria da dita villa ao boeyro della do paço do guado que parte da parte de çima com cassa de Junça çolleyma que esta a caram do muro e da outra parte com ho dito muro e da parte de ffumdo parte com ho chaão daffomso tauares que traz afforado com Rua pruuica em ho qual chaão da parte do muro ha treze couados e pagua de fforo em cada huu anno ao dito Senhor dez Reaaes bramcos e lhe ffora assy afforado pello dito comtador aos treze dias do mes de ffeuereiro de quatrocemtos e oytemta e sseis annos e que perdera o dito afforamento e ora queria aveer do dito chaão comffirmaçam do dito C.ºr .................................................................. ffoy ffeito na dita çidade ao primeiro dia do mes de março da dita era .......................................................
..................................................................
dada em a nossa çidade deuora a xix dias do mes de março El Rey ho mandou pello comde dabramtes ect veedor de sua ffazemda Joham do porto a ffez anno do naçimento de nosso Senhor Jhuu Xpo de mill e iiijc LR annos. (3) 

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Casa da Judiaria com uma marca mágico-religiosa
Afforamento de huu chaão na judaria da çidade da guarda no muro della a Yuda alcaide

Dom Joham ect.
A quamtos esta nossa carta virem ffazemos saber que por parte de yuda alcaide judeu morador na nossa çidade da Guarda nos ffoy apressemtada huua carta dafforamento da quall ho theor de verbo a verbo hé o seguimte.
Saybam quamtos este pruuico estormento dafforamento em fftiota virem como aos xxix dias do mes de dezembro anno de mil e iiijc e nouenta annos estamdo na çidade da guarda ffernam velho comtador del Rey nosso Senhor em ella peramte elle pareçeo Juda alcaide judeu hy morador e disse que Requeria ao dito comtador que lhe afforasse huu chaão que o dito Senhor tem na Judaria da dita çidade que está no muro della e punha em ella de fforo em cada huu anno huu Real e meo de prata de çemto e dezassete em marco dos ora corremtes o qual chaão parte da parte de baixo com ho outam da cassa que ffoy de Jumça çoleima e ora hé de mosse adida e de çima com o dito chaão do dito Senhor e da outra com o dito muro e com a Rua do comcelho assy como vay a issquina da cassa ssobre dita direita ao marco que sse pos no dito chaão e hé de vimte couados em lomguo e dezasseis em larguo o quall lamço e fforo lhe o dito comtador Reçebeo e por todo ho mandou meteer em preguam per as praças e luguares acustumados ...........................................
mandou veer ho liuro de tombo e fforos das cassas da dita çidade sse o dito chaão era afforado a outra alguua pessoa e assemtado em elle por quamto // aleguaua ho dito junco çoleima o teer afforado nos quaaes liuros sse nam achou nenhuua coussa e uisto assy todo pello dito comtador lhe ouue por emprezado ho dito chaão pello preço e demarcaçoões ssusso ditas visto o que dito hé e como ho dito junca çoleyma que tinha o dicto chaão emprazado auia sseis annos e o nam assemtara nos ditos liuros nem numca pagara ho fforo delle a que era obriguado nem menos ffizera obra alguua no dito chaão por todo lho daua assy por ho dito fforo e comdiçooens...................................e ffaça no dito chaão cassas a ssua custa e vomtade da ffeitura deste a quatro annos .........
.................................
Dada em a nossa çidade deuora a xiiij dias do mes de junho El Rey ho mandou pello comde dabramtes ect veedor de sua ffazemda Joham do porto a ffez anno de mill e iiijc LR annos. (4)

****

Afforamento de huua cassa na çidade da goarda que foy de lyonel anrriquez cristaão nouo na Rua noua que foy Judaria a elle meesmo afforada.

Dom manuel ect.
A quantos esta nossa carta uirem fazemos ssaber que por parte de lionel anrriquez morador em a nossa cidade da goarda nos foy apressentada huua carta dafforamento de que o theor tal he.
   Antam Sarayua escripuam dos contos del Rey nosso Senhor em a sua cidade da goarda que ora tenho carrego de contador em nome de fernam velho contador do dicto Senhor em a dicra çidade. Faço Saber aos que esta carta dafforamento uirem que o dicto Senhor mês na Rua noua que foy Judaria da dicta çidade huua cassa que foy de lionel anrriquez cristãao nouo que sse chamaua samuel arrary que partem com as casas de Jacob mazor e com os costees e com Rua pruuica que foram tomadas como beens proprios como fiador de juça errguas que foy Rendeiro dos portos desta comarqua A qual casa paga de foro em cada huu anno ao dicto Senhor cento e xxbj // rrs. Requerendo me ho sobre dicto que lha afforasse E eu uendo como em seruiço do dito Senhor e por sse a dicta cassa nom dampnifficar mandey meter a dicta cassa em pregam per a dicta çidade por lugares e praças acostumadas e nom sse achou quem na dicta cassa quissesse lançar nem poer ssaluo ho dicto lionel anrriquez que deu de fforo em cada huu anno ao dicto Senhor tres rrs de prata dos de çento e quatorze rrs. Ho marco, em tres uidas ssegumdo ordenança do dicto Senhor Pollo quall preço e uidas ho dicto ouuidor ouue a dicta cassa por afforada visto como grauiel pregoeiro em a dicta cidade deu ssua ffee como nom achou quem a dicta cassa mais nem tanto desse como ho ssobbre dicto. O qual fforo elle pagará per em cada huu dia de Janeiro que ueem esto alem doutro fforo que mês damtes da dicta cassa pagaua. E ho sobre dicto sse obrigou de o assy pagar como dicto hé. E pedio dello esta carta dafforamento e ho dicto Senhor ouuidor lha mandou dar e que aja conffirmaçam do dicto Senhor da ffeitura desta a sseis messes. Que ffoy ffeita em a dicta cidade a xxbij dias do mês doutubro de mil e iiijc Lrbij annos per mym gomez de payua porteiro dos contos em a dicta cidade.
Pedindonos ho dicto lionel anrriquez per merçee que lhe conffirmassemos a dicta carta dafforamento como nella he contheudo. E uisto por nós seu requerimento queremdo lhe fazer graça e merçee Teemos por bem e lha comffirmamos e auemos por comffirmada com as comdiçoões e polla maneira com que sse afforam nossas propriedades E porem mandamos ao dito comtador da dicta comarca que assy cumpram e goardem.
Dada em euora a xiij dias de nouembro El rey ho mandou per dom diogo lobo do sseu conselho e veedor de ssua ffazemda gaspar rrois a ffez Anno de nosso Senhor Jesu Cristo de mil iiijc Lrbij Annos. (5)                                                                        

**** 

Dom Joam ec.
A quamtos esta mjnha carta virem ffaço saber que por parte dos christãos novos da cidade da Guarda me ffoy apresentada hua carta del Rey meu Senhor e padre que santa gloria aJa de que o theor tella hé.
Dom manuell ec. ffazemos saber a vos juizes da nossa cidade da garda e a todos outros corregedores juizes e justiças a que esta nossa carta ffor mostrada e o conhecimento della pertencer que os christãos novos moradores nessa cidade nos enviaram dizer que posto que elles sejam autos e soffycientes para entrarem nas enlyções dos officios do conçelho os nom metiam nelles Pedimdonos que houuessemos por bem que elles podesem entrar nas ditas enlyções e serujr nos ditos officios E visto per nos seu dizer e pedir por esta nos praz que quando quer os nesse ffizerem as ditas Imlyções pera os ditos offiçios do conçelho da dita çidade elles possam entrar e ser metidos nellas pera servirem nos ditos Officios – S – aquelles que forem autos e ssoffycientes pera servirem nos ditos cargos e cada huu ssegundo ho offiçio que nelle couber e pera que ffor enlegido outrossy queremos por lhe ffazer graça e merçe que daquy em diante os christãos novos moradores na dita çidade e seu termo elles nem nhu delles nom sejam costrangidos a jrem com nhus presos nem a os gardarem nem a tirarem nhus Rolles do djnheiro que se na dita cidade aja de tirar nem menos sejam jurados por que avemos por bem e queremos que das sobreditas couzas sejam excusos e nom sejam costramgidos a servirem nellas porem pagarã para a bolssa se se pera ellas ffezer e vos mandamos a todos em geral e a cad hu em espiçiall que assy lho cumpraes e guardeis e ffaçaes comprir e guardar assy e pella maneira que sse em esta nossa carta contem por que assy he nossa merçe. dada em lixboa a xbj de Julho symão de matos a ffez de mjll bc xxj Pedindonos os sobreditos por merçee que lhe conffirmase a dita carta e visto per mim seu Requerimento e querendolhe fazer graça e merçee tenho por bem e lho confirmo com tal decraração que este privilegio nom passe nem se entende nos ffilhos que naçerão despois dos pays serem feytos christãos amtonio tauares o ffez em lixboa a xj djas de dezembro de mill bc xxbiij e quanto ao que diz que hos filhos nom guozem deste privilegyo o ey asy por bem por quanto sam ja avidos por christãos velhos. (6)

Porta d'El-Rei (junto da Judiaria)
                                     
Nota dos editores - 1) Barbadão será a alcunha de Pero Esteves, sapateiro judeu, que se supõe ser pai de Inês Pires, amante de D. João I, mãe de D. Afonso, Conde de Barcelos e 1º Duque de Bragança, casado com Dona Beatriz, filha de D. Nuno Álvares Pereira.
- As fotografias são da autoria de Miguel Nuno Peixoto de Carvalho Dias.
Fontes – 2) Beira 1, fls 143 e 143 vº
3) Beira 1, fls 144 vº e 145
4) Beira 1, fls 145 e 145 vº
5) Beira 1, fls 138 vº e 139
6) Chancelaria de D. João III, livº 11, fls 160

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sábado, 22 de setembro de 2012

Covilhã - As publicações


  Temos confirmado o quanto é importante ir publicando o espólio do nosso Pai e sogro – Luiz Fernando Carvalho Dias. Às vezes torna-se difícil apresentar o fruto duma investigação manuscrita, por vezes dispersa e não corrigida, e de há tantos anos; mas é a homenagem que desejamos continuar a prestar a este investigador covilhanense.



     Para facilitar a pesquisa dos vários assuntos publicados, apresentamos um quadro com todos os títulos e respectivos dias de publicação. A partir de hoje vamos sempre actualizando o quadro que segue.



Título
Dia, Mês
Ano
Covilhã - Apresentação
1 de Maio
2011
Covilhã - Os Editores
 2 de Maio
2011
Covilhã - Uma Descrição de 1943
 2, 3 Maio
2011
Covilhã – Subsídios para o Estudo da sua Heráldica de Domínio
 5 Maio
2011
Covilhã -Instituições Primitivas de Solidariedade Social
 8 Maio
 30 Junho
 8 Julho
1 Janeiro
2011


2017
Covilhã - Os juízes de fora
 9 Maio
 17 Maio
2011
Covilhã – Postais Antigos
 9 Maio
 19 Maio
2011
Covilhã – Contributos para a sua História dos Lanifícios
11, 14, 16 Maio
 23, 28 Maio
 4 Junho
 2, 11, 23 Agosto
 12 Setembro
17 Dezembro
12 Junho
16 Agosto
19 Novembro
7 Janeiro
14 Fevereiro
14 Março
15 Abril
16 Maio
20 Junho
29 Julho
18 Setembro
23, 27, 30 Outubro
3 Novembro
12 Janeiro
22, 26 Fevereiro
12, 16 Março
2, 6, 23, 27 Abril
26, 29 Maio
1, 22 Junho
2, 6, 9 Julho
23 Agosto
20 Setembro
18 Outubro
8, 29 Novembro
1 Abril
1 Junho
2011





2012


2013









2014










2017
Covilhã - Lista dos Sentenciados na Inquisição
18, 19, 23, 26, 27, 31 Maio
8, 13, 19, 26 Junho
2, 6, 14, 23 Julho
4, 13, 26 Agosto
8, 24 Setembro
11, 28 Outubro
14 Novembro (Dados Estatísticos)
1, 21 Dezembro
10, 24 Janeiro
14 Fevereiro
2, 19 Março
5, 24 Abril
11, 29 Maio
15 Junho
3, 19 Julho
9, 24 Agosto
13 Setembro
1, 18 Outubro
5, 22 Novembro
10, 28 Dezembro
14, 31 Janeiro
18 Fevereiro
7, 28 Março
18 Abril
13 Maio
5 Junho
4 Julho
3 Agosto
30 Setembro
6 Novembro
25 Dezembro 
9 Fevereiro 
23 Março
18 Maio
29 Junho
27 Setembro
6 Fevereiro
23 Maio
2011








2012











2013










2014



2015
Covilhã – Processo da Inquisição de Francisco Ximenes
21 Maio
2011
Covilhã - Memoralistas ou Monografistas
29 Maio
15 Setembro
17 Outubro
27 Novembro
29 Dezembro
26 Janeiro
19 Março
7 Maio
18 Junho
16 Agosto
1 Outubro
2 Novembro
20 Dezembro
24 Janeiro
14 Março
24 Abril
30 Maio
1 Agosto
2011
2013



2014







2015
Covilhã - Sobre o Processo da Inquisição de Gonçalo Vaz
1, 3, 6, 10, 22, 28 Junho
21, 23, 25 Outubro
2011
2012
Covilhã - Mosteiro de Santa Maria da Estrela
24 Junho
24 Outubro
11 Novembro
4 Dezembro
2 Janeiro
3 Fevereiro
6 Março
15 Novembro
20 Dezembro
21 Janeiro
2011



2012




2013
Covilhã - No 1º Centenário de Elevação a Cidade
4 Julho
17 Outubro
2011
2016
Covilhã - A Misericórdia, uma Instituição de Solidariedade Social
11, 21, 30 Julho
9 Agosto
5, 21 Setembro
7, 31 Outubro
20 Novembro
8, 30 Dezembro
24 Janeiro
24 Fevereiro
15, 22 Março
2, 20 Abril
21 Maio
21 Junho
30 Julho
10, 27 Setembro
12 Novembro
1 Dezembro
8 Janeiro
17 Julho
2011





2012








2013
2014
2016
Covilhã - Fotografias Actuais
25 Julho
20, 31 Agosto
9 Abril
15 Maio
5 Julho
11 Abril
9 Junho
2011
2012



2013
Covilhã - Invasões
17, 27 Julho
3, 17 Agosto
3, 18 Setembro
4 Outubro
28 Fevereiro
29 Março
2011



2012
Covilhã - Pedro Álvares Cabral e Belmonte
29 Agosto
15, 27 Setembro
21 Outubro
6 Janeiro
18 Dezembro
27 Dezembro
31 Janeiro
2011


2012
2013
2014
2015
Covilhã - Rui Faleiro
30 Setembro
17 Outubro
7, 27 Novembro
27 Dezembro
17, 20 Janeiro
17 Fevereiro
9 Março
13 Abril
8 Maio
15 Junho
2011
2012







2014
Covilhã - Os Forais 
14 Outubro
4, 24 Novembro
15 Dezembro
13 Janeiro
25 Março
25 Maio
13 Dezembro
17 Janeiro
7, 25, 28 Fevereiro
11 Maio
4, 25 Junho
30 Agosto
11 Outubro
22 Novembro
3 Janeiro
14 Fevereiro
21 Março
29 Abril
6 Junho
1 Setembro
1 Fevereiro
1 Maio
2011






2012 



2013

2014
2015


   


2016
Covilhã – Uma Visita Régia à Beira e Belmonte
16 Novembro
2011
Covilhã – O Alfoz ou o Termo desde o Foral de D. Sancho I ao Século XVIII
11 Dezembro
12 Março
4 Maio
8 Junho
9 Julho
13 Agosto
26, 30 Junho
10 Agosto
11 Abril
2011
2012



2013


2015
Covilhã – Século XII, antes do Foral
30 Janeiro
2 Fevereiro
2012
2014
Covilhã – Judeus Covilhanenses 
8, 10 Fevereiro
2 Agosto
2012
2014
Covilhã – As Coutadas
21 Fevereiro
16 Abril
2012
Covilhã – Para a História da Guarda
26 Abril
5, 28 Junho
16 Julho
30 Agosto
24 Setembro
11 Outubro
2012
Covilhã – As Publicações
1 Maio
22 Setembro
1 Maio
1 Maio
1 Maio
2012

2013
2014
2015

Covilhã – O Senhorio
18 Maio
18 Junho
25 Julho
6 Setembro
2012
Covilhã- Inquéritos à Indústria dos Lanifícios
1, 25 Junho
12, 23 Julho
2, 6 Agosto
3, 17 Setembro
4 Outubro
8, 29 Novembro
17 Dezembro
10,28 Janeiro
21 Fevereiro
21 Março
22 Abril
23 Maio
24 Junho
25 Julho
11 Setembro
13 Outubro
20 Novembro
22 Dezembro
22 Janeiro
2 Março
13 Abril
11Junho
9 Agosto
6 Dezembro
10 Janeiro
28 Fevereiro
3Abril
16 Maio
11 Julho
1 Dezembro
2012






2013










2014







2015
Covilhã – As Sisas

20 Setembro
29 Outubro
1 Novembro
6 Dezembro
2 Janeiro
2012



2013
Covilhã – Os Tombos
8 Outubro
26 Novembro
24 Dezembro
24 Janeiro
11 Fevereiro
18 Março
25 Abril
27 Maio
8 Julho
18 Agosto
23 Setembro
20 Outubro
24 Novembro
1 Janeiro
29 Janeiro
15 Maio
2012


2013









2014

2017
Covilhã – As Igrejas do século XIV
15 Outubro
2012
Covilhã – Os Filipes
2 Dezembro
2012
Covilhã - A Alcaidaria 
4 Fevereiro
11 Março
8 Abril
20 Maio
17 Junho 
22 Julho
7 Setembro
6 Outubro
13 Novembro
15 Dezembro
19 Janeiro
19 Fevereiro
9 Abril
14 Maio
2013 









2014
Covilhã - As Comendas 
4 Março
4 Abril
5 Maio
2 Junho
15 Julho
3, 26 Setembro
2013
Covilhã - Culto Mariano
 25 Março
 2013
Covilhã - As Cortes
1 Abril
9 Maio
13 Junho
18 Julho
30 Agosto
3 Outubro
10 Novembro
4 Dezembro
12 Fevereiro
1 Outubro
2013







2014
2015
Covilhã - Os Mesteirais 
28 Abril
30 Maio
10 Julho
10 Outubro
11 Dezembro
15 Janeiro
2013




2014
Covilhã – Onomástica: Elementos para uma Antroponímia e Toponímia Covilhanense
17 Novembro

26 Março
2013

2014
Covilhã - Os Jesuítas
8 Dezembro
5 Janeiro
5 Fevereiro
5 Março
16 Abril
8 Junho
26 Julho
15 Novembro
2013
2014
Covilhã - Jornais dos séculos XIX e XX
16 Fevereiro
30 Março
2014
Covilhã- Luiz Fernando Carvalho Dias
2 Março
4 Outubro
4 Outubro
2 Março
2014

2016
2017
Covilhã - As suas Igrejas
9 Março
21 Maio
19 Julho
13 Setembro
2014
Covilhã - O Cancioneiro Musical 
20 Abril
2014
Covilhã - Mercês a Covilhanenses no período da Restauração
4 Maio
2014
Covilhã - Os Ventos do Liberalismo/ Os Ventos do Miguelismo
12 Julho
6 Setembro
26 Outubro
13 Dezembro
17 Janeiro 

7 Março
18 Abril
13 Junho
2014



2015
Covilhã – Frei Heitor Pinto
21 Fevereiro
27 Março
9 Maio
20 Junho

1 Novembro
1 Março
16 Agosto
1 Maio
1Julho
2015







2016

2017
Covilhã - D. José do Patrocínio Dias
17 Outubro
2015
Covilhã - Notícias Soltas
17 Dezembro
14 Março
15 Abril
1 Junho
1 Julho
1 Setembro
1 Outubro
6 Novembro
22 Novembro
1 Dezembro
15 Fevereiro
15 Abril
20 Abril
1Setembro
2015
2016








2017
Covilhã - Para a História do Bispado da Covilhã 
1 Janeiro
1 Abril
1 Novembro
2016
Covilhã - Bispos Covilhanenses
14 Maio
1 Fevereiro
2016
2017
Covilhã - Cartas Régias relativas a povoações e locais do seu termo
15 Junho
1 Agosto
2017